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Arte-Ação de Rua 

Este ano, a programação de arte-ação de rua será organizada em torno três temas a seguir. Se quiser enviar uma proposta para ser considerada sob algum dos temas, você deve selecionar "Arte-ação de rua" no formulário de inscrição online, sob "Sumário de Submissões" e então escolher o tema desejado. Essas arte-ações de rua ocorrerão ao ar livre durante o dia, num horário determinado, e deverão ter requisitos MÍNIMOS de materiais, tecnologia e de instalação/desmonte. A equipe do Encuentro não poderá oferecer qualquer apoio técnico (som, tecnologia, etc.) para as propostas de arte-ação de rua.

 

1) Cartografia (micro)sonora

Murray Schafer cunhou o conceito de marca sonora para referir-se aos sons “únicos” ou “especiais” que conferem identidade a um determinado espaço. Por exemplo, na Cidade do México, provavelmente seriam consideradas marcas sonoras os sinos da Catedral, o som particular dos vagões do metrô ou o som exotizado – e quase sempre descontextualizado – do arauto, que reafirma o estereótipo turístico do “espírito popular” mexicano. Mas quem leva em conta os “sons menores” pelos quais o habitante do espaço identifica o seu lugar? Quem abordará as sonoridades “desagradáveis”, instáveis ou simplesmente “pouco interessantes” para o identificador de “símbolos regionais”? Por acaso são apenas os “sons monumentais” ou os “postais coloridos” que conferem identidade a uma comunidade? A partir destas perguntas, esta rota de arte-ação de rua convoca xs interessadxs a realizar intervenções sonoras que ajudem a escutar, mapear e analisar as marcas micro-sonoras que constituem o cotidiano acústico do nosso espaço. Estas intervenções deverão ocorrer no centro da Cidade do México. Qualquer tipo de ação é bem vinda, desde que não requeira instalações elétricas ou qualquer outro tipo de apoio técnico que não possa ser provido pelos próprios artistas.

Curadores: Jorge David García e Tito Rivas

 

2) Cabaré Ambulante: Recalculando o  Espaço Público

O Centro da Cidade do México - garganta e boca da história mexicana - será invertido em sua função, transformado em seu oposto emissor/receptor de significado: um grande reto declarará o que apenas um ânus conhece e é capaz de revelar. A relação incestuosa entre cabaré e performance será revelada como a estrutura legítima da família, e o humor será a sua linguagem. Convidamos propostas de performances individuais e coletivas a partir do tema: “O mundo ao revés”. As propostas devem ser projetadas para o circuito Alameda-Zócalo-Plaza de Santo Domingo, sua duração pode ser negociada caso a caso.

Curador: Tareke Ortiz; Coordenador: Fernando Ramírez A.

 

3) 50 anos não é nada?

Em 13 de setembro 1968, estudantes organizaram a Marcha do Silêncio como uma resposta aos insultos do Presidente em seu discurso anual. A rota escolhida para a marcha foi do Museu de Antropologia ao Zocalo e contou com o apoio da população ao longo do caminho. Quarenta e seis anos mais tarde, uma outra geração marchou parte da rota exigindo justiça para os 43 estudantes de Ayotzinapa desaparecidos em uma guerra impopular e inaceitável. Ainda que os signos que a cidade emite hoje sejam muito diferentes, existem vestígios do que aconteceu há quase 50 anos? Quais sinais podem ser capturados quando refazemos a mesma rota hoje? Quais traços e signos podem ser ativados com novas intervenções? Quais ruídos e murmúrios? Quais iluminações?

Partindo dessas questões e do tema "O mundo às avessas", convidamos propostas de toda a América que busquem ativar e nutrir essa memória através de evocações históricas, provocações estéticas e lembranças corporais.

Curador: Rubén Ortiz